“Levanta-te, menino. Estás a fazer anos”.
Gostaria de pensar que isso foi num domingo. Mas se calhar nem foi. O que eu sei, é que ela pós-me sapatilhas novas, brancas, peúgas brancas, calções de caquí, um chapéu, e levou-me pela mão até à igreja da sagrada família da Maxixe.
Voltamos para casa e o meu pai como sempre estava na adega a beber aguardente de cana com os seus amigos, mecânicos, carpinteiros, pedreiros, parteiros, ganho¬ganhos e algumas prostitutas.




