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NA TRADIÇÃO NEGRA, existe uma coisa chamada ku-pfuka: é assim que se traduz o facto de o Devis Simango ser vencedor no município da Beira. Porque corre a convicção de que o pai do Devis Simango, Uria Simango, foi morto pelas mãos da Frelimo. Então, o Devis Simango tá a pfukar, ou seja, está a reencarnar a morte do pai. Razão pela qual ele não nega dialogar com a Frelimo. Coisas bem ditas: até foi almoçar com a dona Maria da Luz e o Armando Emílio Guebuza na casa real. Tudo correu bem. Em casa onde há pão ninguém berra. Porque ninguém tem razão de berrar.
FOMOS À TEMPOS ao lançamento de um livro do Barnabé Lucas Ncomo, cujo título é “Uria Simango: Um Homem, Uma Causa”. O livro desapareceu do mercado. As más línguas dizem que a nomenklatura mandou comprar todas obras. Não há nenhuma no mercado. Alguém não gostou dela. Mas, bom: são más línguas.
ESTÁ AI O MARIANO Matsinhe, que já foi ministro da Segurança, coisa de que pouca gente se lembra. O Lutero Simango: note-se uma coisa: os Simangos são mathe, guerrilheiros por natureza. Eles não morrem. Simango são aqueles macacos que cagam em cima de uma árvore. Quanto a Eduardo Nihia, é o que ele é.
NO LICEU ANTÓINIO EANES, nos anos 60, tive um colega muito reguila: chamava-se Paulo Ivo Garrido. É provável que ele não se lembre de mim, mas eu lembro perfeitamente dele. Era uma geração que foi constituída pelo Gustavo da Cruz Marcos, que agora é médico especialista em anestesia. E depois, conheci um médico da geração dele que é o António Bomba e um pneumologista chamado Mário de Jesus e acabei por cair nesta cadeira, como jornalista, um pouco maluco, como dizem e eu acredito. Tudo isto a propósito de nada: ou seja: a propósito de Ivo Garrido: eu sei que ele não se lembra de mim, mas eu lembro perfeitamente dele.
OLÁ NAMASHULUA, tudo bem? E tu ai também, Muária…
…ESPERANÇA MANGAZE, Eduardo Mulémbwè e sua esposa.
ARTE É ARTE. E toda a Nação que tem arte tem alma. E vive. A Julieta Massimbe, directora do MUSARTE, merece o nome porque cria espaços para jovens que têm a ousadia de enfrentar o mundo fazendo coisas. Uma vez enfrentou-me, convidando-me para fazer uma palestra sobre a história do bairro militar, vulgo “Co-lômbia”. E eu, pecador, me confesso: não percebo patavina de arquitectura, mas fiz um discurso para estudantes de arquitectura que foi classificado como muito brilhante: Obrigado Julieta. Só você que pode estar ao lado de um Tembe.
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