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Agora a segunda instância das sete que considerei. Tenho para mim que os protocolos de conhecimento e procedimento não científicos devem ser respeitados. Não são, em si, formas erradas de pensar e actuar, de interrogar, de diagnosticar e de prescrever: são, apenas, formas diferentes, formas tão racionais quanto as que entendemos serem as nossas. Tenho ainda para mim não ser saudável imputar a um grupo restrito de pessoas uma espécie de responsabilidade conspiratória pela existência das crenças e, no caso vertente, da crença no poder volitivo dos espíritos.
As crenças existem, queiramos ou não, fiquemos ou não aborrecidos, amemos ou não Descartes, acreditemos ou não nos espíritos, sejamos ou não cientistas. O pensamento simbólico analógico é uma realidade. Porém, o debate deve incluir outros ângulos de reflexão, o problema deve ser tornado mais complexo, o que começarei a fazer a partir do próximo número, com o tema “A não confusão entre protocolos de conhecimento e procedimento pré-científicos e científicos”.
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