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Criada equipa de peritagem para averiguar “zonas de penumbra”
Uma equipa de peritagem será criada brevemente para identificar com clareza os imóveis considerados da Frelimo em disputa com o Conselho Municipal da Beira (CMB), num caso que já está a agitar àquele município, único nas mãos da oposição, no caso concreto, nas mãos do Movimento Democrático de Moçambique. A informação foi dada a conhecer pelo Presidente do CMB, Daviz Simango que, após ter mantido encontro com o juiz presidente do Tribunal Judicial Provincial de Sofala e o advogado do processo da Frelimo.
Segundo Simango, a equipa em questão irá, com calma, investigar a credibilidade e autenticidade das certidões dos imóveis apresentados pela Frelimo no processo como prova. A Frelimo reclama a titularidade de 15 imóveis onde funciona as sedes dos bairros daquele município. O edil da Beira acredita que com esta equipa de profissionais, a verdade virá à superfície, dado que os documentos na sua posse (que os considera verídicos) irão ajudar a averiguar melhor o assunto e posteriormente avançar com o processo.
O advogado do CMB, João Cazonda explicou que a sua dúvida não estava relacionada com os documentos na posse do tribunal, mas sim tem dúvidas sobre a identificação das infra-estruturas concretas arroladas pela Frelimo. Na tentativa de inteirar-se melhor sobre as reais funções e atribuições que deverá ter a equipa de peritagem, abordamos o juiz presidente do tribunal provincial de Sofala, Hermenegildo Jone. Este limitou-se apenas em dizer que no encontro havido pretendia perceber as razões que estão a dificultar a execução da sentença. Não aceitou dar qualquer pormenor em relação ao assunto em causa.
Entretanto, o mandatário judicial do partido Frelimo e advogado do processo, Gilberto Correia, disse não haver necessidade de criar equipa de peritagem. Salientou que, no encontro, à porta fechada, o edil da Beira terá exigido apenas a explicação de uma infra-estrutura abrangido no processo. Gilberto Correia, cita o edil da Beira a dizer que a certidão em sua posse, indica que tal imóvel não era pertença da Frelimo.
Gilberto Correia referiu que após a peritagem das certidões dos imóveis, o juiz da causa dará o desfecho. Facto preocupante é que, enquanto as partes procuravam chegar a um consenso, a população e a polícia trocavam acusações nas instalações onde funciona o posto administrativo de Chaimite, criando uma autentica agitação e impedindo o tráfego de viaturas naquela bairro. A população, em particular simpatizantes do Movimento Democrático de Moçambique cantava e dançava no local.
Em coro, diziam os populares: “se querem levar as sedes devem matar a todos”.Entretanto, no fim da tarde de ontem, a situação estava calma e a polícia havia abandonado o local. Noutras sedes, o cenário era outro. Havia presença de poucos vigilantes e o ambiente estava calmo.
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