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A plataforma das organizações da sociedade civil moçambicana (G20) defende uma abordagem voltada para a qualidade como factor prioritário que deve merecer destaque no próximo Plano de Acção para a Redução da Pobreza (PARP), cuja elaboração será brevemente lançada pelo governo. Depois dos PARPA I e II, cujo balanço é considerado satisfatório, a sociedade civil é da opinião de que a próxima estratégia governamental para a resolução dos problemas do país, deve centrar-se na criação da sintonia entre o crescimento quantitativo e a qualidade, dos serviços, para que o impacto da redução da pobreza seja sentido com maior impacto.
“Nós consideramos que em termos quantitativos, os PARPA’s foram positivos. Houve crescimento em muitos sectores, alguns dos quais, farão com que o país atinja as metas estabelecidas nos Objectivos do Desenvolvimento do Milénio (ODM), contudo, em termos de qualidade, o desafio prevalece, disse ontem o Coordenador do G20, Paulo Cuinica, no final de um encontro de concertação da sociedade civil, sobre a sua participação na elaboração do próximo PARP.
Segundo Cuinica é inquestionável o crescimento das redes escolar, sanitária, infraestrutural, mas prevalecem problemas ao nível da justiça e segurança, sectores que, paralelamente ao melhoramento da qualidade nas áreas com maior desempenho, merecem uma abordagem melhorada doravante. No concerne à sua participação na elaboração do PARP, a sociedade civil diz que se vai desdobrar no sentido trazer contribuições que reflictam os anseios das comunidades de todo o país e melhorar a formulação dos indicadores, para que haja uma melhor avaliação dos resultados.
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