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esta é a convicção do Primeiro Ministro Português, José Sócrates - O PR moçambicano, Armando Guebuza, diz que os investimentos prometidos por Portugal no âmbito da cooperação entre os dois países respondem exactamente as preocupações do governo moçambicano no âmbito das acções de combate à pobreza (Maputo) “Vimos para Moçambique com uma ambição.
Ambição de impulsionar a nossa cooperação em todos os sectores, principalmente no campo económico. Temos ambição de dar novo fôlego na nossa cooperação e acreditamos que esse é o momento. É o momento porque todas as condições, para o efeito, estão criadas” – estas foram as primeiras palavras do Primeiro Ministro Português, José Sócrates, na sua primeira declaração à imprensa desde que desembarcou, para uma visita de 3 dias, a Moçambique.
O seu pronunciamento foi antecedido por um curto discurso (de improviso) do Presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza. No seu pronunciamento o presidente moçambicano destacou a importância da visita do PM português e sua comitiva, na medida em que, segundo palavras de Guebuza, a mesma vem de acordo com os programas de combate a pobreza traçados pelo executivo de Maputo.
Guebuza justificou o seu pronunciamento com base no facto de fazerem parte da comitiva de José Sócrates, cerca de 50 empresários portugueses que operam em vários ramos de negócios.
Para Guebuza, são esses empresários que devem, no âmbito da cooperação entre os dois países, ajudar Moçambique na eliminação ou redução dos níveis de pobreza, o cavalo de batalha do governo moçambicano.
“São esses empresários que criam riqueza. Ou ajudam a fazer com que os pobres deixem de ser pobres como é o nosso caso que estamos agora na batalha contra a pobreza. Esta visita não é só para reforçar a cooperação é, acima de tudo, uma visita que se enquadra na nossa agenda de combate a pobreza, daí os acordos assinados” – referiu o Presidente moçambicano.
No total, foram assinados ontem, 8 acordos de cooperação, devendo o nono (segundo Memorando de Entendimento sobre o Banco de Investimentos) ser assinado hoje na vila do Songo.
Destaque para os instrumentos assinados ontem vai para o estabelecimento de cimeiras anuais bilaterais entre os dois países, actuação na área das alterações climáticas, Cooperação Militar (programa quadro 2010 – 2013), segundo aditamento ao acordo tripartido – linha de crédito concessional, energias renováveis, educação entre outras.
Impulso da cooperação José Sócrates, por várias vezes reiterou a necessidade de os dois países avançarem, de forma muito mais arrojada para aproveitar o bom momento político que os dois países atravessam, depois de se ter ultrapassado aquilo que se considerou como último obstáculo que existiu no relacionamento político entre os dois países. “Vimos com vontade de darmos um sinal claro de cooperação que impulsione o desenvolvimento de Moçambique que a nossa história se nos impõe. Alguns obstáculos que tornavam a nossa cooperação lenta foram removidos e quem olha para a cooperação nos últimos 4 anos, certamente fica orgulhoso. Portanto, chegou o tempo para esse impulso” – assegurou Sócrates.
No seu curto pronunciamento à imprensa, Sócrates deu enfoque especial à assinatura do segundo aditamento ao acordo tripartido – linha de crédito concessional, sobre o fundo de investimentos e o sector das energias renováveis.
Sobre a área das energias renováveis, o PM português fez questão de dar a conhecer aos moçambicanos, o grande desenvolvimento tecnológica dos portugueses em relação a esta área.
Citou, por exemplo, o facto de as empresas portuguesas serem capazes de construir pequenos centros de produção de energias alternativas renováveis. Esta é, igualmente, uma resposta para as preocupações sobre a necessidade de os países usarem sistemas de geração de energia cada vez menos poluentes ao ambiente, garantiu o PM português.
Hoje, o Primeiro Ministro português visita a Hidroeléctrica de Cahora Bassa, local que vai acolher a assinatura do segundo memorando para o banco de Investimentos. Ainda na tarde de hoje, Sócrates irá participar, juntamente com o Presidente moçambicano, no encerramento do seminário económico que vai juntar empresários portugueses e moçambicanos.
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