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(Maputo) A brasileira, Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) deu a conhecer, sexta-feira, no Rio de Janeiro, que está a avaliar a opção de compra de 51 por cento da Insitec, o que viabilizaria a expansão do seu projecto de carvão de Moatize, na província central de Tete.
Recorde-se que a mineradora assinou recentemente, um protocolo de intenções com o governo moçambicano e a Insitec, accionista das empresas constituintes do Corredor de Desenvolvimento do Norte. Segundo a Vale, o objectivo é reproduzir o modelo de integração mina-ferrovia-porto usado com sucesso no Brasil. O projecto Moatize prevê a produção inicial de 11 milhões de toneladas de carvão, que já tem logística assegurada. A compra das acções da Insitec seriam para garantir a expansão de Moatize para 24 milhões de toneladas. "Estamos examinando a viabilização de ferrovia de Moatize a Nacala, envolvendo construção de ligação ferroviária com aproximadamente 180 quilômetros de extensão entre Moatize e Lirangwe, no Malawi", informou a Vale. Além disso, "a empresa avalia a reabilitação de 730 quilómetros da ferrovia já existente conectando o Malawi a Moçambique, e o desenvolvimento de um terminal marítimo de águas profundas... em Nacala", complementou a companhia. "Este projecto vai promover o desenvolvimento da África Oriental, com destaque ara países como Moçambique, Zâmbia, Malawi e República Democrática do Congo, nde existem importantes reservas de carvão, cobre e fosfato e enorme potencial agrícola", declarou na nota o presidente da Vale, Roger Agnelli, que esta semana anunciou investimentos de 12,9 bilhões de dólares para 2010. O executivo tem sido pressionado pelo governo brasileiro para investir mais no Brasil, que receberá 63 por cento do total anunciado. Agnelli tem demonstrado porém que a companhia também precisa se expandir internacionalmente. Além do protocolo em Moçambique, a Vale participa nesta sexta-feira de uma licitação na Mongólia, também para exploração de carvão.
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