Criança raptada regressa à família | Versão para impressão |
Savana - Tema da Semana
Quinta, 25 Fevereiro 2010 11:00

Nahir Abdul Latif, adolescente de 12 anos, raptado no passado dia 11 de Fevereiro, por indivíduos até ao momento desconhecidos, regressou ao convívio familiar, nesta segunda-feira, depois do pai ter desembolsado cerca de dois dos três milhões de meticais que os raptores exigiam.

 

A libertação do menor foi possível depois de dois dias de negociações entre a família do petiz e os raptores.

De princípio, os seques­tradores exigiam três milhões de meticais, mas depois do diálogo, aceitaram reduzir para dois milhões de meticais.

Fontes próximas da família do menor contaram ao SAVANA que foram contactados pelos raptores momentos depois da retenção do petiz e como condição para não maltratá-lo, os pais da criança não deviam envolver terceiros e muito menos a polícia.

Nos contactos que o pai do menor mantinha com os raptores, estes faziam ques­tão de lhe avisar que tinham montado todo o esquema de controlo dos seus movimentos e que qualquer esquema com a polícia seria imediatamente desmantelada e a criança morta.

Depois dos raptores redu­zirem a fasquia do resgate de três para dois milhões de meticais, disseram à família de Nahir Latif para deixar o valor nas imediações da Fábrica de Cervejas de Mo­çambique, arredores da cida­de de Nampula.

Em algum momento, os raptores chegaram a convidar o pai do menor a se deslocar ao esconderijo a fim deste ver o filho, desde o momento que não envolvesse a polícia ou qualquer outra pessoa que não fosse ele.

O ascendente do petiz aceitou o convite e com o montante se fez ao local combinado, onde mediante o pagamento do valor foi-lhe entregue o filho.

Soubemos que o dinheiro foi deixado a 500 metros da zona onde se encontrava o menor.


 

Na sexta-feira da semana passada, Arsénia Massingue, Comandante provincial da PRM em Nampula, convocou a imprensa para dizer que a polícia estava no encalce dos raptores.

Disse também que a sua corporação tinha pistas dos bandidos, mas não podia detalhar por uma questão óbvia.

Contudo, o SAVANA soube que o resgate do menor não teve nenhuma intervenção da PRM e tudo foi tratado entre a família e os raptores.

Por sua vez, o porta-voz da PRM no Comando Provin­cial de Nampula, Orlando Mudumane, confirmou o res­gate do menor e que a sua  corporação estava satisfeita.

Afirmou que apesar de se ter  resgatado o menor com vida a polícia estava preocu­pada pelo facto de não ter neutralizado os bandidos, sobretudo quando se sabe que os mesmos são porta­dores de armas de fogo.

Referiu que a corporação está a trabalhar com as redes de telefonia móvel no sentido de conseguir files telefónicos que permitam a neutralização dos raptores.

 
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