| Sinistralidade mata mais do que HIV-SIDA e malária | | Versão para impressão | |
| Savana - País | ||||
| Domingo, 14 Fevereiro 2010 09:11 | ||||
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O Automóvel Touring Clube de Moçambique (ATCM) reuniu-se há dias com destacadas figuras do desporto motorizado a nível internacional, incluindo o presidente da FIA, entidade que gere o desporto automóvel a nível internacional, em sessão preparatória da assembleia geral da organização, a decorrer de 11 a 13 de Outubro próximo em Maputo. Uma das constatações tornadas públicas é que contrariamente a algumas indicações, a sinistralidade rodoviária em alguns países africanos (incluindo Moçambique) mata mais do que o HIV- SIDA e malária.
A reunião de Maputo contará com a presença de mais de 50 delegados e convidados, e terá como objectivo principal, a eleição do corpo directivo (presidente, dois vice-presidentes, secretário e tesoureiro); apresentação de relatórios regionais do Quénia, África do Sul, Tanzania, Uganda, Zimbabwe, Botswana e Mo-çambique; análise de documentos relativos à segurança rodoviária em África e o plano de actividades para os próximos anos. Sinistralidade em alta Na reunião preparatória foram debatidas algumas questões relativas à sinistralidade rodoviária sendo que, segundo os representantes da FIA, há mais pessoas que morrem por causa de acidentes do que por HIV-SIDA e malária. Esta questão levantou, no seio de alguns sectores da imprensa presentes no encontro, acesos debates tendo fundamentalmente em conta o facto de a FIA disponibilizar dinheiro para os países membros com o objectivo de colaborarem com os governos na busca de soluções tendentes a diminuir a onda de sinistralidade rodoviária. Esses segmentos da imprensa julgam que tal situação pode estar relacionada com o fracasso de algumas medidas tomadas, como as campanhas de sensibilização a peões e automobilistas. Porém, os dirigentes da FIA presentes no encontro sacodem a água do capote afirmando que não têm poderes para punir qualquer que seja o automobilista que transgrida as regras. ” Nós nunca aconselhamos as pessoas a conduzirem sob o efeito de álcool, queremos continuar a ser parceiros activos dos governos”, afirmaram. Moçambique reconhecido A realização da assembleia em Maputo é fruto do reconhecimento do nosso país no esforço pela diminuição da sinistralidade rodoviária e também da credibilidade do ATCM. Entretanto, o SAVANA perguntou ao actual vice-presidente da FIA-África, António Marques, se vai ou não recandidatar-se a mais um mandato, tendo ele dito que mais do que concorrer a esse cargo o mais importante é continuar a trabalhar arduamente por forma a que a sinistralidade rodoviária diminua no país, tanto mais que continua como vice daquele organismo.
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