Computadores roubados em Metangula Há dois meses sem detidos nem suspeitos | Versão para impressão |
Savana - Ultima Hora
Quinta, 25 Fevereiro 2010 11:16

Pese embora ser do co­nhecimento das autoridades dos Serviços de Educação, Juventude e Tecnologia (SEJT) e da Polícia da República de Moçambique (PRM) no distrito do Lago, Niassa, passam dois meses que não há registo de detidos nem indiciados em conexão com o roubo de oito computadores na Escola Se­cun­dária de Seli, município de Metangula, província do Nias­sa.

Os computadores ora desa­parecidos foram alocados àquele estabelecimento de ensino secundário, no segundo semestre do ano passado,  pelo Ministério de Ciência e Tecno­logia, no âmbito do desenvol­vimento do domínio do uso de equipamentos digitais nos estudantes e outros utili­zadores.

Segundo testemunhas ocu­lares ouvidas recentemente pelo SAVANA naquela região, os computadores em referência foram roubados na calada da noite.

Nessa altura, o agente de segurança da escola, con­frontado com a situação, pre­feriu correr imediatamente às autoridades da Polícia da República de Moçambique para dar a conhecer a ocorrência. Estes entrevistados, de alguma forma,  mostram-se indignados ao mesmo tempo que ques­tionam o facto do guarda em serviço, quando se apercebeu do assalto, comunicou o co­man­do distrital que dista 200 metros do local e não ao director da escola cuja residência se localiza ao lado do estabe­lecimento.

Segundo as nossas fontes, na altura, o agente de se­gurança terá se mostrado disposto a revelar o jogo que conduziu ao desaparecimento dos oito computadores mas, estranhamente, ninguém se mostrou interessado em seguir o assunto.


 

Aquando da estadia da nossa reportagem no distrito do Lago, tentámos sem sucesso ouvir declarações do director dos Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia de Lago, Inácio Minicua, à volta do assunto, mas este recusou alegando que não estava autorizado a falar à imprensa.

Na mesma senda, não nos foi possível dialogar com o agente de segurança daquele estabelecimento de ensino, por na altura em que estivemos no local, encontrar-se ausente.


DPEC à espera de por­meno­res da corporação

Por seu turno, a directora provincial de Educação e Cultura do Niassa, Verónica Langa, confrontada com a reportagem do SAVANA a propósito do assunto, afirma ter recebido informações da ocorrência e deslocou-se re­centemente ao local para apurar a veracidade dos factos.

Apesar disso, a directora considera-se cautelosa em avançar medidas punitivas aos envolvidos, enquanto se aguar­da os pormenores da Polícia.

Do Comando da PRM no distrito do Lago soubemos que está aberto um processo contra desconhecidos ligado ao caso.

 


 

Na edição número 840 de 12 de Fevereiro de 2010, página 3, o SAVANA escreveu que: “No período em que se verificou o alegado desfalque Armando Pedro Júnior, dirigia uma empresa que prestava serviços de consultoria ao Ministério do Interior”. Tal não constitui a verdade. Na verdade, o facto é  que Armando Pedro era na altura funcionário do Ministério da Defesa, tendo sido nessa qualidade que foi incumbido de prestar assistência no projecto de constituição de uma empresa pertencente ao Ministério do Interior. Por este erro de facto e pelos transtornos causados a Armando Pedro e família o SAVANA apresenta as suas sinceras desculpas.

 
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