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Depois de haverem escalado as águas territoriais de outros países africanos no âmbito do programa “África Partnership Station”, liderado pelo Comando das Forças Navais dos Estados Unidos da América (EUA), as duas fragatas norte-americanas chegaram à capital moçambicana na tarde desta quarta-feira. “Nem sempre o que parece é”, segundo nos deram a entender as palavras do Capitão James Tranoris, quando se referia ao facto de alguns jornais daqueles países anteriormente escalados por aquelas fragatas terem noticiado que se tratava de dois “navios de guerra” quando na verdade um deles, por sinal o maior, é um “navio diplomático com capacidade defensiva militar”.
A dificuldade de distinguir um “navio de guerra” de um “navio diplomático com capacidade defensiva militar” não foi somente de alguns jornais tanzanianos e quenianos cujos países foram inicialmente visitados, pois também aconteceu aos moçambicanos que foram recebê-los no Porto de Maputo, incluindo militares do comando da marinha nacional e jornalistas nacionais e estrangeiros que foram assistir ao evento a convite da Embaixada dos EUA. Na verdade, quando as duas fragatas norte-americanas, designadamente o HSV-2 Swift e o USS Nicholas, entraram nas águas territoriais moçambicanas e navegaram em direcção ao Porto de Maputo, onde atracaram, ambas foram vistas pelos demais mirones como se de dois navios de guerra com uma capacidade bélica astronómica se tratasse até ao momento em que o capitão James Tranoris, que dirige o programa “África Partinership Station”, veio se explicar, referindo que se tratava de uma digressão que se enquadra no âmbito da cooperação entre os Estados Unidos da América e diferentes países da Europa e África, daí a presença daquele enorme navio diplomático com capacidade defensiva militar. O capitão James Tranoris, que falava à imprensa a bordo do HSV-2 Swift, o referido “navio diplomático com capacidade defensiva militar, acrescentou que há muitos desafios que os serviços de segurança marítima en-frentam em África, entre os quais o combate às diversas actividades ilegais como a pesca ilegal, a pirataria e o terrorismo, as quais afectam negativamente a economia dos países africanos. “Os países têm que trabalhar em conjunto de modo a fazer face a estes males”, defendeu Tranoris. Habituados a serem criticados e conotados como uma sociedade que supostamente se dá ao luxo de investir em enormes quantidades de aviões, jactos, helicópteros, navios e submarinos alegadamente para darem imagem de posses à comunidade internacional, os homens da marinha de guerra norte-americana já chegaram ao Porto de Maputo preparados para responder às perguntas insistentes dos jornalistas sobre a natureza destas visitas, dando sempre a entender que se trata de equipamentos militares e paramilitares para meros fins de demonstrações, treino e ajuda internacional. “O objectivo do programa é de estabelecer fortes parcerias com os países africanos a fim de promover a protecção marítima e iniciativas de segurança”, insistiu James Tranoris, referindo ainda que não foram estabe-lecidas áreas específicas de cooperação, pois cada país declara a área em que precisa de apoio. O chefe da repartição de formação do Comando da Marinha de Guerra de Moçambique, capitão Jorge Joaquim Nordez, elogiou a iniciativa do Comando das Forças Navais dos EUA, tendo declarado que Moçam-bique precisa de melhorar ainda mais a sua capacidade de manter a segurança nas suas águas territoriais, dada a enorme extensão marítima de que dispõe. “Temos embarcações para manter um mínimo de segurança marítima, mas precisamos de melhorar mais em termos de meios materiais e humanos, daí que acolhemos de braços abertos esta iniciativa de cooperação com a tropa naval norte-americana”, disse. Os navios norte-americanos HSV-2 Swift e USS Nicholas, que deixam o Porto de Maputo esta sexta-feira, levam uma tripulação de 50 e 215 membros, respectivamente, constituída por marinheiros e militares. Dos 12 membros do APS, dois são moçambicanos, dois quenianos, dois tanzanianos, um mauriciano e cinco norte-americanos. Entre várias actividades realizadas durante os três dias, os marinheiros da Marinha dos EUA realizaram demonstrações para 88 marinheiros moçambicanos sobre como manusear e manter as embarcações, realizar cursos de formação de formadores, administrar os primeiros socorros e discussões marítimas. Por outro lado, participaram num projecto de trabalho comunitário no Orfanato Arco Íris no Zimpeto, doação de sangue para o Banco de Sangue do Hospital Central de Maputo, um jogo de vólei entre as forças navais mo-çambicanas e a sua contraparte americana, concertos e workshops musicais, entre outras actividades.
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