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Aires Aly satisfaz vontade da ministra do Trabalho PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Savana - Tema da Semana
Escrito por Webmaster   
O primeiro ministro moçambicano, Aires Aly acaba de dar um parecer positivo ao pedido de Helena Taipo, ministra do Trabalho, e exonerou Armando Pedro Júnior do cargo de Presidente do Conselho de Administração (PCA) do INSS  para no seu lugar indicar Inocêncio Matavele. A proposta de exoneração de Armando Pedro foi apresentada em Dezembro de 2008 à então primeira ministra, Luísa Diogo, mas esta recusou satisfazer o pedido de Taipo.

O primeiro ministro moçambicano, Aires Aly, não ficou convencido com a gestão do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) no reinado de Armando Pedro Júnior. Segundo Aires Aly, o elenco cessante não conseguiu transformar o INSS em uma instituição virada para o seu principal alvo que é o trabalhador contribuinte.
Falando na cerimónia de empossamento do novo PCA do INSS, Aires Aly referiu que era com muita satisfação que conferia posse àquele quadro pelo facto de ser uma figura conhecedora da casa, onde já desempenhou as funções de administrador, em mandatos anteriores.
A satisfação do coordenador do executivo moçambicano resulta do facto da figura escolhida para substituir Armando Pedro gozar de carisma e confiança no seio da classe empresarial e dos trabalhadores do país, bem como da sociedade em geral.
Entende o primeiro ministro que, o elenco de Armando Pedro  não conseguiu transformar o INSS duma instituição virada para si mesma para um âmbito mais amplo, em termos de serviços prestados ao público, colocando em primeiro lugar os próprios utentes, isto é, os beneficiários, os contribuintes e o público em geral.
Foi na mesma óptica que convidou o novo PCA a pautar pela seriedade, transparência, além de exigir um posicionamento à altura da expectativa de todos os moçambicanos, na gestão do INSS, ao mesmo tempo que deverá garantir o resgate do verdadeiro lugar da instituição na sociedade.
“Estamos apenas a simbolizar o início de uma nova era na gestão do INSS, de forma geral, e o assumir de outras responsabilidades por parte da figura escolhida para presidir ao Conselho de Administração, de forma particular pois, que goza, por mérito próprio”, elogiou Aires Aly.
Entende Aires Aly que, tal como o Governo, a aposta do novo PCA do INSS deverá ser de busca de resultados positivos e que possam limpar a imagem negra deixada no passado. A mesma consistiu em práticas anti-administrativas, falta de profissionalismo e outros males que caracterizam o dia-a-dia da gestão da instituição.
Sublinhou que o novo PCA, com a sua reconhecida sabedoria e experiência, continue a liderar, sem reservas, todos os desafios actuais que se colocam ao INSS, materializando assim a aposta do Governo de colocar o Distrito no centro da planificação e implementação do Programa Quinquenal.
Apontou como apostas do seu executivo a  expansão do sistema em número de inscritos e territorialmente, o processo de informatização geral do sistema em curso, para garantir transparência na gestão, a publicação de relatórios e contas da instituição, a correcta implementação da legislação para o melhor cumprimento das políticas do Governo sobre o sector, a continuação das reformas que visam a simplificação dos procedimentos administrativos no atendimento aos beneficiários, contribuintes e pen-sionistas, a aposta nos investimentos, como forma de garantir a capacidade institucional no cumprimento das suas obrigações sociais, de entre outros.
A transparência do Conselho de Administração, a reorganização do INSS, desde a preocupação da publicação das contas anuais, uma vez que se trata de uma instituição que gere fundos públicos, a auto-nomização da gestão corrente das prestações, da gestão da carteira de investimentos, melhoramento do nível técnico dos funcionários do INSS, bem como a actualização da sua Estrutura Orgânica foram algumas de tantas expectativas que se esperam do novo elenco.
Recordar que a relação azeda entre Armando Pedro e Helena Taipo verifica-se momentos depois do primeiro ter deixado a Cadeia Civil, três meses depois da reclusão em conexão com o desvio de 220 milhões de meticais no Ministério do Interior.
No período em que se verificou o alegado desfalque dirigia uma empresa que prestava serviços de consultoria ao Ministério do Interior.
Depois da sua soltura em Dezembro de 2008, Helena Taipo nunca mais aceitou recebê-lo na instituição por si tutelada. Mesmo sem trabalhar Armando Júnior manteve, durante um ano, o seu salário de PCA incluindo as respectivas regalias.
 

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