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Lula da Silva agiu “sob emoção e ignorância”

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O Presidente brasileiro, Lula da Silva, agiu “sob emoção e ignorância” quando ofereceu asilo à mulher iraniana condenada à lapidação, disse nesta segunda-feira fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano. “Lula da Silva tem um temperamento muito humano e emotivo (...) e, sem dúvida, que não foi bem informado sobre este caso”, disse o porta-voz do Ministério Ramin Mehmanparast. “O que podemos fazer é informá-lo dos detalhes do caso desta pessoa que cometeu um crime, para que ele o possa perceber”, acrescentou.
O Presidente do Brasil propôs no sábado que o seu país acolha Sakineh Ashtiani-Mohammadi, 43 anos, mãe de dois filhos e condenada em 2006 à morte por lapidação por ter tido “relações ilícitas” com dois homens depois da morte do marido. “Apelo ao meu amigo (o Presidente iraniano Mahmoud) Ahmadinejad, ao Guia Supremo do Irão (Khamenei) e ao Governo do Irão que permitam ao Brasil dar asilo político a essa mulher”, disse Lula da Silva durante um comício de campanha para o candidato do seu partido nas eleições presidenciais, em Curitiba. Lula da Silva sublinhou que tem “respeito pelas leis dos outros países”. “Mas se a minha amizade e o meu respeito pelo Presidente e o povo iraniano valem alguma coisa e se esta mulher causa constrangimento, nós recebemo-la no Brasil”, afirmou. A condenação à lapidação de Sakineh Ashtiani-Mohammadi foi temporariamente suspensa pelo chefe do poder judicial iraniano, Sadeq Larijani. Na segunda-feira, Washington pressionou o Irão a aceitar a oferta brasileira
 

Ex-presidente da INTERPOL condenado a 15 anos

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O ex-comissário nacional dos Serviços de Polícia sul-africanos (SAPS) e ex-presidente da Interpol, Jackie Selebi, foi, nesta terça-feira, condenado por um juiz do Supremo Tribunal de Joanesburgo a 15 anos de prisão por corrupção. Durante a leitura da sentença, o juiz Meyer Joffe rotulou o antigo chefe da polícia e presidente da Interpol como um “embaraço para o país, para os SAPS, para o tribunal e todos os cidadãos pensantes do país”, considerando que o arguido “mentiu descaradamente para salvar a pele”. “Em primeiro lugar você tornou-se um embaraço para o cargo que ocupou e para o seu distintivo, em segundo um embaraço para aqueles que o nomearam e em terceiro lugar um embaraço para os serviços de polícia que chefiou”, disse o magistrado a dada altura da leitura da sentença para justificar a pena máxima aplicada a Jackie Selebi.

Embora os indícios de corrupção e associação criminosa de Selebi terem vindo à superfície ainda durante o segundo mandato presidencial de Thabo Mbeki, o presidente que o havia nomeado para chefiar a polícia, só viria a ser acusado de corrupção pela Procuradoria-Geral da República depois de o actual presidente, Jacob Zuma, ter sido empossado. O ex-comissário foi fortemente defendido das investidas da Procuradoria pelo ex-presidente (deposto pelo seu próprio partido, o ANC, em 2008), que chegou a demitir um Procurador-Geral depois deste ter emitido um mandato de captura contra Selebi por indícios de corrupção. Num tribunal completamente lotado por membros da comunicação social e público, Jackie Selebi escutou a leitura da condenação sem revelar quaisquer emoções e mantendo mesmo uma postura descontraída durante grande parte da audiência.
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Jovem Mandela em livro "História secreta do herói infiel, autoritário e violento"

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Nelson Mandela não era santo e sempre o disse. No livro “Young Mandela”, David J. Smith revela um homem infiel e frio com os filhos. Era casado com a sua segunda mulher, Winnie, com quem teve uma filha: Zindzi Como pode um homem que cometeu adultério e abandonou a mulher e os filhos ser Cristo? O mundo inteiro gosta demasiado do Nelson. Ele é apenas um homem.” Quando a libertação do símbolo da luta anti-apartheid na África do Sul foi descrita como a segunda descida de Cristo à Terra, em 1990, a indignação de Evelyn Mase, a enfermeira que levou Nelson Mandela ao altar pela primeira vez, passou despercebida.


Ao procurar o verdadeiro Mandela, David James Smith, jornalista do “Sunday Times”, percebeu que parte da história - contada na sua autobiografia “Long Walk to Freedom”, publicada no ano em que se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul (1994) - tinha sido voluntariamente omitida. Atrás do mito, havia um homem mulherengo, infiel, distante dos filhos, autoritário e para quem a violência doméstica não era um tabu.  ”Young Mandela” chegou a semana passada às livrarias britânicas e conta a vida imoral de um dos mais carismáticos estadistas da história. “Nelson Mandela foi um revolucionário em muitos sentidos, mas não como marido nem como pai”, escreve David Smith em dois excertos da obra pré-publicados no “Times”. “O meu ponto de partida foi: aqui está o estadista mais velho do mundo, talvez o mais amado e admirado da história recente, mas cuja vida de jovem guerreiro, que lutou contra o racismo, foi esquecida. Mal cheguei a Joanesburgo [em Agosto 20-08], encontrei pessoas próximas de Mandela que me disseram: ele não é um santo e não se considera santo, tem falhas e fraquezas como toda a gente, e é sobre o ser humano que deves escrever”, conta o escritor. Em três meses, Smith procurou falar com todos os que conheceram o Mandela “real” , o que não consta em nenhuma biografia.
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Eleições no Reino Unido"Conservadores na Downing Street"

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Negociações entre Liberais Democratas e Tories (Conservadores) deram governo e Gordon Brown abandona a política como resultado das eleições realizadas a semana passada na Grã-Bretanha.


”Obrigado [pausa] e adeus.” Foram estas as últimas palavras de Gordon Brown enquanto primeiro-ministro do Reino Unido. Aplaudido por quem estava à porta do Nº 10, Gordon partiu imediatamente com a mulher Sarah e os dois filhos num Jaguar azul em direcção ao Palácio de Buckingham, onde se reuniu com a rainha sugerindo-lhe que entregasse as chaves de Downing Street a David Cameron.

Numa declaração curta, Brown distribuiu agradecimentos frisando ter sido “um privilégio servir o país”. Foi o doloroso adeus à nação de um homem que esteve sempre no primeiro plano da política britânica nos últimos 15 anos - como arquitecto do New Labour, chanceler do Tesouro e primeiro-ministro - e que agora vai dedicar-se à “mais importante tarefa do mundo: ser pai e marido”.
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