(Maputo) A antiga chefe da bancada parlamentar da Renamo-União Eleitoral, Maria Moreno, surpreendeu tudo e todos ao votar sexta-feira, favoravelmente, à Conta Gerência da Assembleia da República referente ao ano de 2008. Moreno juntou-se, desta feita, à bancada maioritária na aprovação da conta.
Este posicionamento foi recebido como agradável surpresa pelos deputados da Frelimo.
Os seus pares da bancada interpretaram o gesto (da Moreno) como de “infidelidade conjugal” e se manifestaram completamente traídos pela pessoa que um dia lhes depositaram plena confiança a ponto de ascender ao cargo de chefia da Bancada por um período de cerca de cinco anos.
A imprensa também foi acolhida de tamanha surpresa, que não faltaram comentários do género, “Essa senhora está mesmo desligada da Renamo!!!”.
Recorde-se que, Maria Moreno foi substituída do cargo de chefe da Bancada Parlamentar da RUE nos meados de Abril último, por decisão das chefias da Renamo após ter participado na conferência constitutiva do Movimento Democrático de Moçambique, MDM.
Moreno disse ter tomada este posicionamento pelo seu direito de agir sem coerção ou impedimento e que apesar de não ter estatuto de independente está desligada da Renamo.
A Assembleia da República aprovou para o exercício de 2008 o valor de 406.162.110,00 meticais. De 1 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2008, o Ministério das Finanças disponibilizou àquele maior órgão legislativo do país um valor de 462.621.470,47 Meticais.
A necessidade de garantir uma maior transparência na gestão dos fundos da AR obrigou a solicitação de uma auditoria externa.
De acordo com o parecer do Conselho Consultivo de Administração daquela “casa do povo” sobre a conta gerência de ano de 2008 indica que, apesar de persistirem situações deficitárias reais em algumas verbas, nomeadamente combustível e lubrificantes, material não duradouro de escritório, passagens aéreas e organismos internacionais sectoriais, o que obrigou a que houvesse reforço do orçamento, libertação de cativos e reorientação de verbas, pode-se considerar que a conta teve uma execução aceitável.(Daniel Paulo)