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Página 1 de 5 O Moçambola, a maior prova futebolística nacional e que produziu 171 golos ao fim de 13 jornadas, o equivalente a uma média de 13.15 por ronda, continua prenhe de espectacularidade e imprevisibilidade fazendo convergir aos campos centenas de fás, o que em parte justifica o jargão popular que torna o futebol num desporto das massas. De permeio ficam recordações más - mau trabalho de alguns árbitros e suspeitas de negociatas com o intuito de beneficiarem esta ou aquela equipa, mas que no geral estão longe de beliscar o desempenho das equipas envolvidas e dos organizadores da prova, no caso vertente a Liga Moçambicana de Futebol, LMF, em especial, o seu presidente, Alberto Simango Júnior, que está a dar mostras de robustez nas suas acções.
Na verdade ainda que a emoção e a tristeza andem a rodos , emoção quando uma equipa ganha e tristeza, naturalmente, quando o resultado não é o desejado, há que assinalar por um lado não só as chicotadas psicológicas que aparecem às catadupas como a ascensão meteórica de algumas for-mações de nível mediano em contraste com outras que, mesmo com pergaminhos já dados, fruto da sua longa experiência, estão a render aos factos ocupando, presentemente, lugares que não coadunam com o nível dos seus jogadores e quiçâ dos investimentos feitos.
Formações como Liga Muçulmana, HCB do Songo e Vilankulo Futebol Clube estão a surpreender a tudo e todos pela positiva porém, no outro eixo, Maxaquene, Desportivo e Costa do Sol, candidatos naturais à conquista do título, continuam a demonstrar fragilidades para o desespero dos seus sócios e adeptos. Quais são as razões objectivas desta situação? Mérito das equipas em ascensão ou demérito das outras? Deixemos a resposta ao critério do leitor ainda que, procuremos neste espaço avançar com algumas ideias.
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