SUMÁRIO
Os primeiros seis meses de governação de Armando Guebuza foram manchados por fenómenos político-diplomáticos que desafiaram o seu normal desempenho. Pontificam dentre trantos, o escândalo das sms envolvendo a Ministra do Trabalho, Helena Taipo e a condenação de António Munguambe (ex-ministro dos Transportes e Comunicação), para além da greve dos doadores que condicionaram sobremaneira o financiamento às actividades do executivo. Do lado positivo, parece ter havido avanços significativos no cômputo da Governação, com início do debate sobre a extinção das células do Partido Frelimo nos locais de trabalho, a alteração do regimento da Assembleia da República que permitiu a formação da Bancada do MDM bem como sinais encorajadores no combate à corrupção. Porém, a acusação de Barão de Droga ao Momade Bachir Sulemane e a “guerra” opondo o Partido Frelimo e o Conselho Municipal da Beira vêm pôr a nú a fragilidade do nosso sistema de Justiça, que teima em reagir aos impulsos do poder político nacional. Nunca em momento algum Armando Guebuza viu o seu discurso tão contestado como os últimos momentos.
Os primeiros seis meses de governação de Armando Guebuza foram manchados por fenómenos político-diplomáticos que desafiaram o seu normal desempenho. Pontificam dentre trantos, o escândalo das sms envolvendo a Ministra do Trabalho, Helena Taipo e a condenação de António Munguambe (ex-ministro dos Transportes e Comunicação), para além da greve dos doadores que condicionaram sobremaneira o financiamento às actividades do executivo. Do lado positivo, parece ter havido avanços significativos no cômputo da Governação, com início do debate sobre a extinção das células do Partido Frelimo nos locais de trabalho, a alteração do regimento da Assembleia da República que permitiu a formação da Bancada do MDM bem como sinais encorajadores no combate à corrupção. Porém, a acusação de Barão de Droga ao Momade Bachir Sulemane e a “guerra” opondo o Partido Frelimo e o Conselho Municipal da Beira vêm pôr a nú a fragilidade do nosso sistema de Justiça, que teima em reagir aos impulsos do poder político nacional. Nunca em momento algum Armando Guebuza viu o seu discurso tão contestado como os últimos momentos.
Foi um erro de comunicação política crasso, o facto de ter tentado dividir a sociedade moçambicana em três gerações e ter estabelecido um nexus entre o legado de cada um e as responsabilidades que lhe cabe; uma proposta filosófica que caiu ao olho público como sendo a “política de pão e circo”, para distrair a população dos reais problemas do país. O mesmo pode dizer-se em relação à chama de unidade nacional e do anunciado mas nunca iniciado combate à pobreza urbana.
INTRODUÇÃO
Em apenas seis meses, de Janeiro a Junho de 2010 foi possível registar-se uma greve de doadores que implicou o congelamento dos desembolsos, uma negociação, implicando cedências entre as partes, uma avaliação do desempenho dos doadores onde o Governo moçambicano teceu duras críticas à forma como estes se comportam bem como uma emenda ao regimento da Assembleia da República que abriu a possibilidade para que o MDM se constituisse em Bancada. Se por um lado deve reconhecer-se o facto de o Governo de Moçambique ter podido garantir que os fundos dos doadores fossem desembolsados, facilitando assim o normal funcionamento da máquina do estado, devemos por outro, reconhecer que o mesmo saiu deste imbróglio com uma imagem pública manchada como consequência da sua dificuldade de gerir uma multiplicidade de aspectos político-diplomáticos estratégicos na comunicação social e em todo processo da cadeia de comunicação estratégica. Do Nó Gordio ao efeito boomerang: dos problemas à solução possível.
INTRODUÇÃO
Em apenas seis meses, de Janeiro a Junho de 2010 foi possível registar-se uma greve de doadores que implicou o congelamento dos desembolsos, uma negociação, implicando cedências entre as partes, uma avaliação do desempenho dos doadores onde o Governo moçambicano teceu duras críticas à forma como estes se comportam bem como uma emenda ao regimento da Assembleia da República que abriu a possibilidade para que o MDM se constituisse em Bancada. Se por um lado deve reconhecer-se o facto de o Governo de Moçambique ter podido garantir que os fundos dos doadores fossem desembolsados, facilitando assim o normal funcionamento da máquina do estado, devemos por outro, reconhecer que o mesmo saiu deste imbróglio com uma imagem pública manchada como consequência da sua dificuldade de gerir uma multiplicidade de aspectos político-diplomáticos estratégicos na comunicação social e em todo processo da cadeia de comunicação estratégica. Do Nó Gordio ao efeito boomerang: dos problemas à solução possível.





