Home SAVANA Centrais

Centrais

Filosofias à venda, nódoas e beirenses - Governo de Guebuza em seis meses de serviço

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF
SUMÁRIO

Os primeiros seis meses de governação de Armando Guebuza foram manchados por fenómenos político-diplomáticos que desafiaram o seu normal desempenho. Pontificam dentre trantos, o escândalo das sms envolvendo a Ministra do Trabalho, Helena Taipo e a condenação de António Munguambe (ex-ministro dos Transportes e Comunicação), para além da greve dos doadores que condicionaram sobremaneira o financiamento às actividades do executivo. Do lado positivo, parece ter havido avanços significativos no cômputo da Governação, com início do debate sobre a extinção das células do Partido Frelimo nos locais de trabalho, a alteração do regimento da Assembleia da República que permitiu a formação da Bancada do MDM bem como sinais encorajadores no combate à corrupção. Porém, a acusação de Barão de Droga ao Momade Bachir Sulemane e a “guerra” opondo o Partido Frelimo e o Conselho Municipal da Beira vêm pôr a nú a fragilidade do nosso sistema de Justiça, que teima em reagir aos impulsos do poder político nacional. Nunca em momento algum Armando Guebuza viu o seu discurso tão contestado como os últimos momentos.
Foi um erro de comunicação política crasso, o facto de ter tentado dividir a sociedade moçambicana em três gerações e ter estabelecido um nexus entre o legado de cada um e as responsabilidades que lhe cabe; uma proposta filosófica que caiu ao olho público como sendo a “política de pão e circo”, para distrair a população dos reais problemas do país. O mesmo pode dizer-se em relação à chama de unidade nacional e do anunciado mas nunca iniciado combate à pobreza urbana.

INTRODUÇÃO

Em apenas seis meses, de Janeiro a Junho de 2010 foi possível registar-se uma greve de doadores que implicou o congelamento dos desembolsos, uma negociação, implicando cedências entre as partes, uma avaliação do desempenho dos doadores onde o Governo moçambicano teceu duras críticas à forma como estes se comportam bem como uma emenda ao regimento da Assembleia da República que abriu a possibilidade para que o MDM se constituisse em Bancada. Se por um lado deve reconhecer-se o facto de o Governo de Moçambique ter podido garantir que os fundos dos doadores fossem desembolsados, facilitando assim o normal funcionamento da máquina do estado, devemos por outro, reconhecer que o mesmo saiu deste imbróglio com uma imagem pública manchada como consequência da sua dificuldade de gerir uma multiplicidade de aspectos político-diplomáticos estratégicos na comunicação social e em todo processo da cadeia de comunicação estratégica. Do Nó Gordio ao efeito boomerang: dos problemas à solução possível.
Continuar...
 

Rasgados elogios

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF
No entanto, o FMI, no seu relatório, tece rasgados elogios as autoridades moçambicanas “pelo sucesso na implementação do seu primeiro PSI trienal”. Enfatiza que apesar do ambiente externo difícil – primeiro o choque dos preços dos alimentos e do petróleo e depois a crise financeira mundial – o Governo moçambicano conseguiu manter a economia no rumo certo através de políticas fiscais e monetárias adequadas. “O seu tradicionalmente prudente conjunto de políticas deu-lhes espaço necessário para responder com flexibilidade a estes choques exógenos”, elogia o FMI.
“No geral, Moçambique tem as características de país em fase avançada de estabilização, com forte crescimento económico, inflação baixa, reservas externas confortáveis e dívida sustentável”.

NOTÁVEL RESISTÊNCIA

Os elogios do FMI ao Executivo moçambicano não param por aqui. Aquela instituição financeira afirma que Moçambique demonstrou uma resistência notável à crise financeira mundial. Recorda que o desempenho de económico de Moçambique em 2009 foi mais forte do que o previsto. Este dinamismo, segundo o FMI, foi alavancado também pelo aligeiramento das políticas fiscal e monetária por parte das autoridades. O PIB real cresceu 6,6 por cento em 2009, acima das previsões, devido ao forte desempenho dos sectores de construção, energia e financeiro. As grandes quedas aconteceram nas receitas de exportações e na entrada de capitais privados, mas o impacto nas reservas externas foi atenuado pela alocação de fundos de protecção contra os choques exógenos.
Continuar...
 

Os perigos dos créditos não concessionais, segundo o FMI

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF
O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta que se os recursos obtidos em condições não concessionais não forem empregues de forma produtiva, os indicadores da dívida externa poderiam deteriorar-se. Esta indicação vem reflectida no mais recente Relatório daquela instituição da Bretton Woods libertado em Junho deste ano.

Recorde-se que o Governo moçambicano anunciou recentemente que vai contrair créditos não concessionais (com taxas de juros do mercado), avaliados em USD900 milhões, para apoiar projectos de infra-estruturas, com destaque para estradas e pontes, uma iniciativa interpretada em alguns círculos como um ensaio de fuga paulatina aos fundos do G19. Contudo, o Governo, justificando esta medida, afirmou que as receitas internas, donativos e empréstimos concessionais são insuficientes para levar a cabo o seu programa nas infra-estruturas. A modalidade mais indicada, segundo o Governo, é o recurso aos créditos não concessionais. Esse financiamento, a juros de mercado, será contraído junto de credores bilaterais, incluindo alguns países e as próprias instituições de Bretton Woods, através das janelas que as duas instituições oferecem para empréstimos concessionais. Lembre-se que nos últimos anos, Moçambique tem estado a assistir a um exponencial crescimento nas infra-estruturas com fundos provenientes da China, um país que não coloca muitas perguntas na hora de desembolsar o dinheiro.
Continuar...
 

Reserva Especial de Maputo "Uma maravilha penalizada pela (falta de) Estrada"

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF
No longínquo ano de 1932, uma população de elefantes concentrados em Matutuíne pressionou o governo colonial português a delimitar cerca de 700km2 do distrito como área de conservação. Volvidos 78 anos, a área passou de Reserva de Elefantes para Reserva Especial de Maputo (REM), pois os paquidermes perderam a  hegemonia com a descoberta de uma rica biodiversidade. No cartão de visita da reserva, os elefantes aparecem lado a lado com outras espécies, no meio de vários ecossistemas, habitats e lindas paisagens naturais.

A REM ainda está a despertar para o turismo e os seus animais ainda não estão habituados a posar para a contemplação dos humanos. Um pequeno movimento ou som estranho é suficiente para pô-los a fugir para a mata densa. Mas nada ofusca a beleza do espaço. Aliás, o especial desta reserva está na combinação agradável das variadas paisagens, nomeadamente florestas de solo arenoso, florestas de terras húmidas, florestas dos pântanos, comunidades de mangais e vegetação das dunas. Em algumas zonas do interior, a reserva alterna-se entre as savanas e as florestas densas. Membe, uma das planícies do interior, é um lugar estratégico para observar manadas de elefantes. Os hipopótamos e os crocodilos encontram o seu habitat nas diferentes lagoas (contam-se cerca de uma dezena) que fazem a descon-tinuidade da superfície.
Continuar...
 
Página 1 de 14

Diga-nos o que acha!

Gostou do novo site do Savana?

Capa da semana

23.08.10

Informação Cambial

MoedaCompraVenda
AUD32.5933.25
CAD34.1034.78
CHF35.7136.43
DKK6.196.31
EUR46.0446.98
GBP55.7756.89
JPY0.430.44
NOK5.785.90
SEK4.935.03
USD36.2336.97
ZAR4.975.07

O tempo hoje

3 Sep 2010 - Cidade de Maputo   Max(oC): 25.6
  Min(oC): 16.7
Sunny
-

3 Sep 2010 - Cidade da Beira   Max(oC): 26.7
  Min(oC): 19.4
Sunny
-

3 Sep 2010 - Cidade de Xai-xai   Max(oC): 25.6
  Min(oC): 16.1
Mostly Sunny
-

1 Sep 2010 - Cidade de Quelimane   Max(oC): 31.1
  Min(oC): 20
Sunny
-

Mediafax                     Savana