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Timidez e bichas marcam regresso “aparente” à calma em Maputo

Uma calma aparente, marcada por enormes bichas nos pontos de venda de bens diversos  ao nível das cidades de Maputo e Matola, caracterizou toda a manhã desta sexta-feira, que continua a ser marcada por uma ameaça, latente, de mais uma onda de violência e protestos populares.
Depois de uma quinta-feira com comércio e rede de transportes a nível zero, uma parte considerável de instituições públicas e privadas (com excepção de escolas), lojas, e transportes semi-colectivos de passageiros, com destaque para autocarros dos Transportes Públicos de Maputo (TPM) entraram em actividades, tentando satisfazer a demanda daqueles que procuravam os seus serviços.
Ao nível dos bairros da periferia de Maputo, em particular, características comum eram as enormes bichas de pessoas que procuravam adquirir o mais diversos bens, com destaque para energia eléctrica, pão e outros produtos de consumo.
Os aglomerados populares eram acompanhados por vigilâncias atentas dos diversos ramos da Polícia da República de Moçambique (PRM) e das Forças Armadas de Defesa Moçambique (FADM), que com os diversos meios, percorriam as ruas, tentando dissuadir prováveis focos de tensão.
Ameaças continuam
Apesar dos apelos redobrados do mais diversos sectores do governo, em particular, novas ameaças prometiam quebrar a calma que até ao início da tarde parecia tender para a totalidade.
“Retomemos as manifestações a partir das 12 horas” dizia uma das mensagens telefónicas postas a circular.
Uma fonte da PRM contacta telefonicamente pela nossa redacção disse que ainda não estava a par das novas mensagens postas a circular, mas que, a sua corporação estava atenta e preparada para qualquer tentativa de desestabilização.
Mortos vão a enterrar
Pelo menos cinco das sete vítimas mortais (segundo dados oficiais) das manifestações desta semana, vão a enterrar este sábado, no Cemitério do Lhanguene.
De acordo com informações colhidas junto das autoridades hospitalares, pelo menos cinco famílias já trataram todos os procedimentos necessários para a realização dos funerais dos seus ente-queridos, perecidos vítimas da violência policial, na sequência das manifestações da passada quarta-feira.
Até ao fecho da nossa reportagem,. Desconhecia-se, se os funerais teriam ou não, apoio das autoridades nacionais. (William Mapote)
Uma calma aparente, marcada por enormes bichas nos pontos de venda de bens diversos  ao nível das cidades de Maputo e Matola, caracterizou toda a manhã desta sexta-feira, que continua a ser marcada por uma ameaça, latente, de mais uma onda de violência e protestos populares.
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Governo reúne para contabilizar mortos e dizer que o povo deve trabalhar

Numa altura em que as acções de manifestação acompanhadas (claro) de actos de vandalismo mostravam tendência de intensificação, o governo moçambicano reunia-se em 1ª Sessão Extraordinária. A expectativa era maior para os cerca de 2 milhões de maputenses mas também para os cerca de 20.3 milhões de moçambicanos, pois, o governo que por si foi eleito, para governar o país durante 5 anos estava reunido para dar soluções ao seu povo. Aliás, até entre nos cerca de duas dezenas de jornalistas que, pacientemente, aguardavam o fim da sessão a curiosidade era intensa. A expectativa era no sentido de saber o que, exactamente, o governo tinha decido para amainar e responder de forma positiva e satisfatória o pedido do seu povo. O pedido, na verdade, era único. Que o governo encontrasse formas de não aumentar o preço do pão (produto mais consumido nos subúrbios das cidades moçambicanas), assim como dos serviços de fornecimento de água e electricidade. Cerca de 3h30minutos depois, lá estava a sair da sala o Presidente da República, Armando Guebuza, acompanhado dos seus ministros e vice ministros. Era já 11h45 minutos. O assessor de imprensa do Primeiro Ministro, Júlio Mendes, veio até nós (jornalistas) e passou a informação, segundo a qual, o porta voz do governo, Alberto Nkutumula só poderia falar exactamente quando forem 12h30 minutos. Compreendemos, pois era necessário que Nkutumula e seus pares produzissem o comunicado que seria lido na Conferência de Imprensa. Só quando eram 13h45 minutos, o porta voz do governo, acompanhado pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula e o staff do Gabinete de Informação chegaram a sala. Bom, compreendemos, pois estávamos na expectativa das grandes decisões do governo que seriam anunciadas naquele momento. Microfones preparados e instalados em frente do porta voz e em blocos e caneta sem punho, lá estávamos nós para captar o conteúdo do governo na voz de Alberto Nkutumula.
Assim começou o porta voz:
“O Conselho de Ministros realizou, no dia 02 de Setembro de 2010, a sua 1.ª Sessão Extraordinária onde fez o ponto de situação e a avaliação do impacto da agitação que eclodiu no dia 01 de Setembro de 2010 nas cidades de Maputo e Matola. Na mesma sessão, o Conselho de Ministros constatou a necessidade de monitoria da situação e a salvaguarda dos interesses públicos e privados com vista ao estabelecimento da tranquilidade e ordem públicas”.
Depois desta entrada, era legítimo que esperássemos, a seguir, dados mais concretos sobre os mecanismos que tinham sido delineados pelo governo para se sair da tensão que se instalou nas cidades de Maputo e Matola. Nada transpirou senão a lamentação pelas perdas de vidas do “maravilhoso povo moçambicano”.
A leitura do comunicado terminou com o compromisso reiterado do governo no sentido de “continuar a trabalhar lado a lado com o povo, para a reposição da ordem e tranquilidade públicas. Reitera ainda a sua determinação de prosseguir com a implementação do Programa Quinquenal do Governo, instrumento fundamental para o combate a pobreza”.
Murmúrios dos jornalistas
Veio então a fase das perguntas. Embora feitas de maneira diferente, todas convergiam num aspecto: saber qual era a estratégia do governo para dar uma resposta imediata no sentido de as pessoas deixarem as ruas e voltarem às suas residências com esperança de um dia as coisas melhorarem no que diz respeito à redução do actual custo de vida.
Foram, na verdade, 8 as perguntas feitas mas a resposta tinha uma única tónica e mais ou menos nos seguintes termos: “a única forma de sairmos dessa situação, de combatermos a pobreza é trabalharmos”.
Essa era a resposta de fundo que Alberto Nkutumula conseguia dar aos jornalistas e por via destes ao povo.
Cinco minutos depois do início da Conferência de Imprensa, o assessor de imprensa do Primeiro Ministro, deu por encerrada a sessão e mesmo tentando colocar mais alguma questão, o porta voz não mais aceitou falar com os jornalistas. Dizia claramente assim: tentem falar com Júlio Mendes. A uma pergunta colocada por Paola Rolleta a Júlio Mendes, sobre o uso (em muitos casos) de balas verdadeiras para dispersar os manifestantes, o assessor do PM retorquiu: a senhora confirma que a polícia usou balas de verdade? Paola não se fez de rogada e respondeu: sim.
Júlio nada mais fez senão dizer e em plena caminhada: Vou falar com o ministro Pacheco para explicar isso.
Entre os jornalistas o murmúrio era claro e mais ou menos na tónica: Será legítimo dizer simplesmente que o povo deve trabalhar num país que sabemos que o emprego formal apenas alcança 5 porcento dos moçambicanos em idade de trabalhar? Num país em que todos os dias vemos jovens sentados nos murros não por preguiça (como nalgum momento se pode pensar) mas por falta de emprego? Porquê não se pode avançar com medidas muito mais corajosas, como por exemplo, com cortes de gastos supérfluos na máquina governativa e subdividir os valores provenientes desta engenharia para subsidiar o preço final do pão ao cidadão? Será que o governo não sente que este tipo de resposta pode aumentar a ira e a revolta das pessoas, daí resultar em perca de mais vidas humanas? Estas, na verdade, são as questões que os jornalistas em tom de conversa no fim da sessão gostariam ter colocado ao porta voz do governo. Infelizmente não foram colocadas porque não houve espaço e mesmo se tivessem sido colocadas, provavelmente a resposta seria a mesma: a necessidade de os moçambicanos trabalharem arduamente para combater a pobreza e a fome.
Mercedes arrumados
Foi estranho observar que todos os membros do governo estiveram na sessão de ontem sem as respectivas viaturas protocolares. Inicialmente os jornalistas que cobriram a sessão do Conselho de Ministros não compreenderam, mas instantes depois deu para perceber que o medo da violência e vandalismo gerado pela manifestação era a razão de fundo para a decisão de não usar viaturas oficiais. É que, na verdade, a partir do Mercedes se pode identificar, com alguma facilidade, que estamos perante um membro do governo, embora existam tantos mercedes particulares. Ficou claro que os membros do governo não queriam ser identificados, pois qualquer identificação poderia ser passível de ataque à pedrada.
Destaque dos carros particulares vai para o do ministro do Interior, José Pacheco que no primeiro dia das manifestações tinha chamado aos tais de “aventureiros, bandidos e malfeitores”.
Pacheco, na companhia de motorista e ajudante de Campo tinha um Range Rover V-8, enquanto outros ministros usavam os mais elevados modelos do Toyota Ranger.
Números
Números facultados pelo porta voz do governo indicam que da violência gerada pela manifestação resultaram em elevados danos humanos e materiais, e outros prejuízos, nomeadamente: 6 mortos, 288 feridos, 23 estabelecimentos danificados e saqueados, 12 autocarros vandalizados sendo um totalmente destruído, dois vagões contendo milho e cimento saqueados, cinco viaturas e duas motorizadas queimadas, quatro postes de transformação de energia queimados e duas bombas de combustível vandalizadas.
“Em termos globais, estes prejuízos, da avaliação preliminar, estimam-se em 122 milhões de Meticais, montante correspondente a uma perda de pelo menos, 3.910 postos de trabalho. Estas perdas representam um retrocesso nos esforços que tem estado a ser empreendidos pelo Governo no âmbito da implementação da agenda nacional de luta contra pobreza e pela promoção do bem-estar dos moçambicanos” – disse Nkutumula.
Entretanto, números que se pode contabilizar a partir dos divulgados em cada unidade sanitária, assim como ao nível dos bairros, consta que mais de 10 pessoas terão perdido a vida maior parte delas em resultado de balas reais disparadas pela polícia.
Aliás, no Hospital Geral José Macamo, uma fonte confirmou terem entrado no primeiro dia, um total de 184 feridos, dos quais 40 atingidas por balas de armas de fogo.
Situação até o início da tarde de ontem
Com a cidade a mostrar aparente calma mas verdadeiramente transformada em cidade fantasma, um cenário completamente diferente se vivia nas zonas suburbanas onde os manifestantes continuavam de pedra e cal a desafiar a polícia e a exigir resposta efectiva e imediata das autoridades governamentais.
Uma caminhada bastante difícil da Praça da Juventude, em Magoanine até a Praça dos Combatentes, num troço de cerca de 7 quilómetros nos possibilitou ver in loco a revolta das pessoas. Em locais estratégicos como a Praça da Juventude, o cruzamento do Hulene Expresso e a Praça dos Combatentes, a polícia estava em peso e conseguia-se contabilizar em cada um desses locais pouco mais de 15 agentes policiais, entre a FIR e a PP. A ideia era proteger e evitar que as pessoas pilhassem os armazéns de venda de produtos alimentares. Pelo menos os que continuavam intactos, pois maior parte dos armazéns tinham sido pilhados e esvaziados quase que completamente.
Ao longo do troço entre as duas praças, as barricadas eram incontáveis. Os populares usavam pouco de tudo: a partir de pedregulhos, sacos cheios de lixo, contentores de lixo, pneus de carros a arder e viaturas avariadas.
Colunas de polícias dos mais diversos ramos, incluído a Polícia Militar tentavam dispersar os manifestantes, mas sem sucesso, pois sempre que passavam disparando para cima mais excitavam as pessoas que imediatamente voltavam a bloquear a estrada aos cânticos.
Xenofobia latente
O que pode, eventualmente, indicar um sentimento xenófobo mas em estado latente, foi notória a forma selectiva dos armazéns de venda de produtos alimentares que eram pilhados. Claramente as pessoas reuniam-se e em surdina desenhavam estratégia no sentido de invadir lojas e armazéns pertencentes a senegaleses, nigerianos, congoleses, burkinabes e outras nacionais. Empreendimentos geridos por nacionais, pelo menos em Magoanine e Hulene Expresso, quase que a totalidade ficou intacta.
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- na tentativa de disfarçar e evitar que sejam identificados, membros do governo foram ao Conselho de Ministros de viaturas não oficiais
- e Dhlakama diz que o povo tem razão e devia se revoltar em todo o país
- Presidente da República pediu calma mas os manifestantes dizem que só irão parar se o governo lhes dizer que o pão, água e luz não vai subir
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01 de Setembro - manifestação de protesto

O preço do pão aumentou e o povo saiu à rua, quarta de manhã em Maputo. A polícia disparou contra os manifestantes sem autorização e o balanço provisório é, para já, de dez  mortos e dezenas de feridos.
Ontem, terça-feira, tinha sido convocada uma manifestação via sms. Uma manifestação de protesto contra a subida do custo de vida no país convocada por gente anónima através de mensagens telefónicas postas a circular, em linha de continuidade com a revolta de Fevereiro de 2008, contra o aumento do preço da gasolina e do pão. A manifestação não foi autorizada mas as pessoas se fizeram à rua, de forma desordenada e descontrolada.
O cenário é de guerrilha urbana, com pneus queimados, pedras lançadas contra os poucos carros a circularem, actos de vandalismos contra lojas, bomba de gasolina e carros, e pessoas a pé a fugirem para casa, não havendo algum tipo de transporte público.
A capital de Moçambique foi povoada de agentes policiais e carros blindados da Força de Intervenção Rápida, em pontos estratégicos com alta concentração populacional, como nos bairros semi-periféricos de Jardim, Inhagóia, 25 de Junho, Benfica, Mahlazine e Magoanine, este último é o local onde se acredita que se iniciou a revolta de Fevereiro de 2008, um marco histórico que o actual governo moçambicano considera como um pesadelo, sendo a outra face, incomoda, do discurso oficial de crescimento económico, luta contra a pobreza absoluta e estabilidade social.
Com o aumento do “alimento do pobre” , aumentaram também os outros consumíveis, inclusive água e luz. E não bastaram as palavras de alguns responsáveis governamentais a apelarem à tranquilidade e à sugestão de substituir o pão com a mandioca ou a batata-doce para acalmar os ânimos, porque a realidade verdadeira hoje foi à rua contra a “realidade virtual”, como a definiu o académico moçambicano Lourenço do Rosário nas câmara da TV  de uma das estações televisivas privadas moçambicanas que desde as primeiras horas acompanham os incidentes. “E’ preciso que alguém do governo dê a cara e diga que foi cometido um erro subsidiar as gasolineiras há dois anos, para não aumentar o preço dos transportes. Todos temos de fazer sacrifícios porque a crise financeira nos afectou e muito e não passamos ao lado dela, como nos disseram até agora. O país está em dificuldade. Haja exemplos de contenção de despesa dos nossos dirigentes!”
DSC_8533_2O preço do pão aumentou e o povo saiu à rua, quarta de manhã em Maputo. A polícia disparou contra os manifestantes sem autorização e o balanço provisório é, para já, de dez  mortos e dezenas de feridos.
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Um pedaço de terra prometida em Cabo Delgado - A mina do pai Tomás

images2Poeira, poluição sonora, álcool, suruma, prostitutas, uma babilónia de línguas fazem de Namanhumbir um local único em Moçambique. O comércio funciona sem parar, o garimpo do rubi traz os jovens de olhar incandescente e muita força nas pernas para fugir às balas da polícia. A internet celebra as gemas vermelhas de Montepuez e diz que elas vão destronar rapidamente as pedras asiáticas.

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Descida ao inferno à procura de turmalinas

garimpeiroO cenário faz lembrar as fotos dantescas das minas da Serra Pelada no Brasil,  registadas magistralmente pelo fotógrafo Sebastião Salgado. Mas a areia dourada que se entranha todos os dias nos pulmões de centenas de aventureiros é em Mavuco, Moçambique,  um lugar danado e miserável onde os deserdados do futuro melhor tentam a sorte, desafiando a cada golpe de marreta e picareta os aluimentos que de imediato transformam a miragem das pedras preciosas em tumbas de morte.

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PGR pede absolvição do líder dos desmobilizados

A Procuradoria-Geral da República ao nível do distrito Municipal Número 7, posto administrativo de Machava-sede, Município da Matola, representada por Cristélia Nhambe, pediu absolvição e a restituição da liberdade definitiva ao réu Hermínio dos Santos, líder da Comissão dos desmobilizados de guerra.

Hermínio dos Santos foi julgado na manhã desta quarta-feira, pela Primeira Secção do Tribunal Judicial do distrito municipal número 7, acusado do crime de desobediência qualificada às autoridades. A minúscula sala do tribu¬nal estava completamente preenchida por colegas de Hermínio dos Santos, jornalistas e pessoal da Liga dos Direitos Humanos. De lado de fora do Tribunal aguar¬davam cerca de uma cen¬tena de desmobilizados de guerra, vigiados de perto por agentes policiais.
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Funcionários públicos rejeitam oferta do Governo

Os funcionários públicos na África do Sul iniciaram nesta quarta-feira, uma greve indeterminada, depois de rejeitarem a recente oferta do governo de aumento salarial e subsídio de renda de casa.

Os funcionários públicos exigem um aumento salarial de 8,5% e mil randes de subsídio de renda de casa. O Go¬verno de Jacob Zuma oferece 7.0%. e 700 randes de subsídio de renda de casa.
Depois do encontro entre representantes de sindicalistas do COSATU e dos Trabalhadores Independentes, em Centurion, arredores de Pretória, na noite desta terça-feira, eles notificaram ao Conselho de Coordenação dos Serviços Públicos indicando que cerca de um milhão e trezentos mil trabalhadores iniciariam esta quarta-feira uma greve indeterminada.
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SADC adia União Aduaneira

O segundo ensaio rumo a unificação económica dos países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) falhou. Trata-se da União Aduaneira que deveria começar no presente ano, mas que já não vai se concretizar. A não introdução da União Aduaneira compromete outras fases de integração regional cujo término seria a introdução da Moeda Única da região em 2018.

Nesta terça feira, a SADC completou 30 anos, a efemé¬ride deveria ter sido marcada pelo lançamento da União Aduaneira. Contudo, contra todas expectativas a realidade veio mostrar que o discurso é totalmente diferente da práti¬ca. As celebrações alusivas ao 30º aniversário SADC tiveram lugar em Windhoek, capital da Namíbia. Os temas em destaque foram a segurança, estabilidade e o pro¬cesso de integração regional.
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Mediafax                     Savana