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01 de Setembro - manifestação de protesto

O preço do pão aumentou e o povo saiu à rua, quarta de manhã em Maputo. A polícia disparou contra os manifestantes sem autorização e o balanço provisório é, para já, de dez  mortos e dezenas de feridos.
Ontem, terça-feira, tinha sido convocada uma manifestação via sms. Uma manifestação de protesto contra a subida do custo de vida no país convocada por gente anónima através de mensagens telefónicas postas a circular, em linha de continuidade com a revolta de Fevereiro de 2008, contra o aumento do preço da gasolina e do pão. A manifestação não foi autorizada mas as pessoas se fizeram à rua, de forma desordenada e descontrolada.
O cenário é de guerrilha urbana, com pneus queimados, pedras lançadas contra os poucos carros a circularem, actos de vandalismos contra lojas, bomba de gasolina e carros, e pessoas a pé a fugirem para casa, não havendo algum tipo de transporte público.
A capital de Moçambique foi povoada de agentes policiais e carros blindados da Força de Intervenção Rápida, em pontos estratégicos com alta concentração populacional, como nos bairros semi-periféricos de Jardim, Inhagóia, 25 de Junho, Benfica, Mahlazine e Magoanine, este último é o local onde se acredita que se iniciou a revolta de Fevereiro de 2008, um marco histórico que o actual governo moçambicano considera como um pesadelo, sendo a outra face, incomoda, do discurso oficial de crescimento económico, luta contra a pobreza absoluta e estabilidade social.
Com o aumento do “alimento do pobre” , aumentaram também os outros consumíveis, inclusive água e luz. E não bastaram as palavras de alguns responsáveis governamentais a apelarem à tranquilidade e à sugestão de substituir o pão com a mandioca ou a batata-doce para acalmar os ânimos, porque a realidade verdadeira hoje foi à rua contra a “realidade virtual”, como a definiu o académico moçambicano Lourenço do Rosário nas câmara da TV  de uma das estações televisivas privadas moçambicanas que desde as primeiras horas acompanham os incidentes. “E’ preciso que alguém do governo dê a cara e diga que foi cometido um erro subsidiar as gasolineiras há dois anos, para não aumentar o preço dos transportes. Todos temos de fazer sacrifícios porque a crise financeira nos afectou e muito e não passamos ao lado dela, como nos disseram até agora. O país está em dificuldade. Haja exemplos de contenção de despesa dos nossos dirigentes!”
DSC_8533_2O preço do pão aumentou e o povo saiu à rua, quarta de manhã em Maputo. A polícia disparou contra os manifestantes sem autorização e o balanço provisório é, para já, de dez  mortos e dezenas de feridos.
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Um pedaço de terra prometida em Cabo Delgado - A mina do pai Tomás

images2Poeira, poluição sonora, álcool, suruma, prostitutas, uma babilónia de línguas fazem de Namanhumbir um local único em Moçambique. O comércio funciona sem parar, o garimpo do rubi traz os jovens de olhar incandescente e muita força nas pernas para fugir às balas da polícia. A internet celebra as gemas vermelhas de Montepuez e diz que elas vão destronar rapidamente as pedras asiáticas.

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Descida ao inferno à procura de turmalinas

garimpeiroO cenário faz lembrar as fotos dantescas das minas da Serra Pelada no Brasil,  registadas magistralmente pelo fotógrafo Sebastião Salgado. Mas a areia dourada que se entranha todos os dias nos pulmões de centenas de aventureiros é em Mavuco, Moçambique,  um lugar danado e miserável onde os deserdados do futuro melhor tentam a sorte, desafiando a cada golpe de marreta e picareta os aluimentos que de imediato transformam a miragem das pedras preciosas em tumbas de morte.

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PGR pede absolvição do líder dos desmobilizados

A Procuradoria-Geral da República ao nível do distrito Municipal Número 7, posto administrativo de Machava-sede, Município da Matola, representada por Cristélia Nhambe, pediu absolvição e a restituição da liberdade definitiva ao réu Hermínio dos Santos, líder da Comissão dos desmobilizados de guerra.

Hermínio dos Santos foi julgado na manhã desta quarta-feira, pela Primeira Secção do Tribunal Judicial do distrito municipal número 7, acusado do crime de desobediência qualificada às autoridades. A minúscula sala do tribu¬nal estava completamente preenchida por colegas de Hermínio dos Santos, jornalistas e pessoal da Liga dos Direitos Humanos. De lado de fora do Tribunal aguar¬davam cerca de uma cen¬tena de desmobilizados de guerra, vigiados de perto por agentes policiais.
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Funcionários públicos rejeitam oferta do Governo

Os funcionários públicos na África do Sul iniciaram nesta quarta-feira, uma greve indeterminada, depois de rejeitarem a recente oferta do governo de aumento salarial e subsídio de renda de casa.

Os funcionários públicos exigem um aumento salarial de 8,5% e mil randes de subsídio de renda de casa. O Go¬verno de Jacob Zuma oferece 7.0%. e 700 randes de subsídio de renda de casa.
Depois do encontro entre representantes de sindicalistas do COSATU e dos Trabalhadores Independentes, em Centurion, arredores de Pretória, na noite desta terça-feira, eles notificaram ao Conselho de Coordenação dos Serviços Públicos indicando que cerca de um milhão e trezentos mil trabalhadores iniciariam esta quarta-feira uma greve indeterminada.
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SADC adia União Aduaneira

O segundo ensaio rumo a unificação económica dos países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) falhou. Trata-se da União Aduaneira que deveria começar no presente ano, mas que já não vai se concretizar. A não introdução da União Aduaneira compromete outras fases de integração regional cujo término seria a introdução da Moeda Única da região em 2018.

Nesta terça feira, a SADC completou 30 anos, a efemé¬ride deveria ter sido marcada pelo lançamento da União Aduaneira. Contudo, contra todas expectativas a realidade veio mostrar que o discurso é totalmente diferente da práti¬ca. As celebrações alusivas ao 30º aniversário SADC tiveram lugar em Windhoek, capital da Namíbia. Os temas em destaque foram a segurança, estabilidade e o pro¬cesso de integração regional.
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Das entidades estranhas das TDM às responsabilidades de ninguém

Desde a introdução da tecnologia de fibra óptica em 2002, o país já contabilizou 115 interrupções de comunicações das redes fixa e móvel, afectando os serviços de voz, dados, internet e imagem. Em quase todas as interrupções, o país fica dividido, com as zonas Centro e Norte a serem as mais afectadas. Mas os prejuízos chegam para todos os utentes, a começar pelo próprio Estado, empresas e outras entidades colectivas e pessoas singulares. As TDM, a empresa pública que detém o monopólio do sector das telecomunicações, não arca com nenhum prejuízo causado aos seus clientes, justificando tal procedimento com a alegação de que “a maior parte das interrupções não são causados pelas TDM, mas por entidades estranhas”.
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Governo recusa pedido dos agentes comerciais

O governo provincial de Gaza defende que não há qualquer espaço de negociação com os operadores comerciais daquela província no que diz respeito à implementação da lei cambial. Embora a mesma esteja neste momento em processo de regulamentação, a lei existe e é para ser cumprida, segundo uma funcionária sénior do Estado.

De acordo com a directora da Autoridade Tributária em Xai-Xai, Ana Ibrahimo, a lei cambial prevê que todas as transacções comerciais em Moçambique devem ser efectuadas em moeda nacional.  “Os que possuem moeda estrangeira devem fazer o câmbio nas casas licenciadas para o efeito”, referiu Ana Ibrahimo. Nas suas palavras, a existência de casas de câmbio visa disciplinar a actividade cambial, assim como melhorar os procedimentos de registo de saída e entrada de divisas no país.
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23.08.10

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